09 dezembro 2009

good old Ez is back :)

Estou capaz de pintar o Panteão! Dêem-me o Panteão, que num mês... eu "ponho-o" em Pos-moderno!!!

Estas duas telas, terminei-as ontem e hoje, mas eram telas que tinha iniciado há vários meses atrás e que lhes faltava apenas cerca de 8 e 4 horas de trabalho, respectivamente.

jan-dez
Acrílico sobre Tela, 200x160cm

r-l
Acrílico sobre Tela, 200x160cm

Em princípio, ficarei mais uma semana de férias, para além do que estava previsto. Tenho mesmo de aproveitar este reencontro (tão ansiado e tantas vezes adiado!)

Adenda:
O Panteão terá de ficar para uma outra oportunidade, pois acabo de saber que terei de voltar ao serviço na próxima segunda-feira. Tentarei utilizar os restantes dias que me faltam, assim que puder... :(

06 dezembro 2009

p-actualizar

Desde terça-feira, dia 1, que estou de férias. Praticamente saí de casa e mudei-me para o atelier, perdi um pouco a noção dos dias e não fora uma ou outra mensagem ou email que recebo no portátil que também comigo se mudou, teria a sensação de que tenho tido apenas um longo dia de férias, que tem luz de dia e durante o qual também consigo tirar algumas horas para dormir.

Ah... consegui ainda ter o imenso prazer de sair duas vezes para ir ao Teatro.

Fui ver "A GAIVOTA" de Anton Tchékov, pelo RASTILHO, encenação de David Silva, que só está mais dois dias (8 e 9 Dezembro), no Auditório Carlos Paredes, em Benfica.


Um espectáculo plasticamente MUITO interessante, que em nada perturba a qualidade do texto e das interpretações. Se puderem... não percam.

Fui também à Sala Estúdio, no Teatro Nacional D.Maria, ver "O VULCÃO", com Custódia Gallego
de ABEL NEVES
encenação JOÃO GROSSO


MAGISTRAL!!
O texto é denso e duro e a interpretação é visceral, poderosa, dorida!
Antes de irem a Londres ou N.Iorque, por favor vejam o que se faz por cá! ;)
(Até 20 de Dezembro)


No atelier, (re)vivo o prazer na pintura e confesso de que já estava farto de (a mim próprio) prometer, prometer e... por alguma razão, acabar por faltar! Agora, é difícil é arrancar-me daqui. Já comecei a receber reclamações... :(  Mas eu não tenho o dom da ubiquidade, não consigo estar aqui e ter a disponibilidade do costume, vão ter de perceber a importância que tudo isto tem para mim. Estou a trabalhar para ter resposta para quando me perguntarem: "Então? Quando é a próxima exposição?" ou afirmam "Já temos saudades de ir a uma inauguração de uma exposição tua!...", principalmente porque já sabem que eu gosto mesmo é de expor trabalhos recentes! ;)

Para além desta tela, já tenho outra praticamente acabada (200x160cm) e também várias pequenas telas que antes desta pintei. Espero continuar assim entusiasmado
life

(também tenho duas canções alinhavadas, mas ainda não sei se... É que não tarda muito não serão só brancas e pretas as teclas do piano! ;))

24 novembro 2009

Alado

20091109 angel



Pairo e, contendo a respiração, anseio o desejo, como se tudo pudesse ser novo e eu um ser alado. Nada é mais certo do que a dúvida e dela é o fruto mais apetecível.

29 outubro 2009

A diferença

second line



Sou igual aos outros.
Sinto-me tal e qual único, como todos os outros, e é por isso que sou igual aos outros, porque sou único.
É a minha diferença que me torna semelhante.
É tudo uma questão de transversalidade.

28 outubro 2009

Estrelas*

hoya carnosa flowers



Bem sabemos o poder das palavras, bem sabemos que a palavra antecede a própria ideia de homem, aliás ela (em Génesis) confunde-se com a própria ideia de Deus: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus".
Devemos assim tentar ter uma permanente e cuidada atenção quando nos exprimimos: em primeiro lugar, porque quando utilizamos vocábulos diferentes uns dos outros, geralmente têm significados diferentes (a não ser que sejam sinónimos... e mesmo assim... algum detalhe poderá ou não enriquecer o nosso discurso) e em segundo lugar porque, se toda a causa produz um efeito, as nossas palavras produzem determinadas reacções nos demais.
Interessa pois pensar se estamos a dizer o que realmente queremos dizer e se, por sua vez... é escutado da forma que esperamos (apenas perceptível pela reacção/eco do Outro, que por sua vez tem a árdua tarefa de se exprimir de uma forma "não tão arrevesada" como esta que estou agora a utilizar...) Avancemos!

Para além da palavra, existem muitos outros modos de estabelecer laços, de dizer, de significar, de não dizer.. embora dizendo. São os chamados fenómenos empáticos (perdoem-me a falta de rigor científico, que eu sou um empírico-empat..ético!)

Essa capacidade que todos temos de dizer mais coisas do que aquelas que dizemos com as palavras, no meio das palavras, através do olhar ou da linguagem corporal, ou do que, involuntariamente, destas formas também dizemos... torna-nos prodigiosas máquinas em permanente produção e não admira que nos continuemos a surpreender, desde que o Ser Humano olhou para o céu e viu pontos luminosos que cintilavam, estrelas.

De muitas maneiras, todos somos estrelas, corpos que geram energia, sob forma de radiação electromagnética e, nessa medida, todos temos a capacidade de atrair (e também repelir) os outros corpos.

Aos grupos de estrelas, dá-se o nome de Galáxias e nessa medida, todos temos uma galáxia nuclear natural e pertencemos a várias galáxias secundárias, dependendo da diversidade de interesses, da capacidade de comunicação ou ainda da instabilidade pessoal. De qualquer forma, há um denominador comum que me motiva e anima a escrever e a viver estas palavras, inserido nesta particular galáxia: a Amizade.

Como diz a canção do Sérgio Godinho
"É que eu hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há"

*Dedicado à Helena M.

Perseguir o futuro

24 years old
1988



Durante estes últimos anos, aprendi a lidar com alguns dos aspectos mais inóspitos da vida e, para que tal fosse possível, olhando agora para o meu percurso, socorrendo-me das minhas experiências e observações, apercebo-me de que fui fazendo pequenos pontos de situação que, juntos numa carga chamada "passado", me tem estruturado naquilo que hoje consigo ser.
Convivo perfeitamente com todos os defeitos que me conheço e deles tiro partido sempre que posso, nem que seja apenas um simples sorriso pelo desajeitado ou desastroso que por vezes consigo ser ou ainda por me aperceber do quanto me falta de caminho e da importância que isso pode ter para seguir mais adiante.

Tenho um sentimento crónico de insatisfação e uma compulsão inata para a satisfação, e não sei qual dos dois acaba por prevalecer, de tal modo titânica costuma ser a luta entre ambos. Não sei se é apanágio dos "artistas" ou se é apenas a sublimação da histeria, sei que me invade, organizando o discurso do que minutos antes parecia irracional.
O meu grau de auto-exigência é cada vez maior, embora isso nem sempre signifique pressão ou angústia, pelo contrário, permite-me muitas das vezes ir mais fundo numa procura que encetei desde muito jovem. Ao mesmo tempo, a minha percepção do Outro mune-se agora de uma espécie de inofensivo "leitor de alma" e cada Ser é para mim uma magnífica e espantosa aventura.

Sinto que, através dos meus poros, suavemente respiro o meu passado e considero-me um homem feliz por estar repleto de sonhos, à beira dos seus 46 anos. Agora, quero apenas perseguir o futuro!

self
2009

22 outubro 2009

Ateliê aberto

moving



Embora daqui a cerca de duas semanas espere não estar em Lisboa, mas sim em Berlim, quero que saibam que o ateliê já está visitável! ;) e que será um prazer receber-vos neste meu e também vosso porto de abrigo.
Quem já conhece o espaço, sabe do que estou a falar... não é?

studio in the  evening